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by Prof. Doutor Manuel Carrageta

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Um dos erros mais frequentemente cometido é o da medição incorreta da tensão arterial. O doente deve estar sentado, com o dorso encostado, os pés assentes no chão, o braço apoiado e posicionado ao nível do coração e não pode fumar ou ingerir cafeína pelo menos 30 minutos antes da medição. Esta deve começar após, pelo menos, 5 minutos de repouso e devem ser efetuadas, pelo menos, 2 medições e determinada a média. No caso de haver grande diferença entre as duas medições dever-se-á proceder a uma terceira medição. A leitura dos valores deve ser aproximada aos 2 mm Hg mais próximos. Por outro lado, o doente deve receber informação verbal e escrita dos valores medidos, assim como dos objetivos terapêuticos.

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A não utilização de técnicas importantes como a medição ambulatória da tensão arterial (MAPA) ou a auto medição em casa, nomeadamente para diagnóstico ou exclusão da hipertensão da bata branca e da hipertensão mascarada, pode levar-nos a fazer terapêuticas desnecessárias, aumentando-se deste modo os custos.

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Outro erro comum é o de não se fazer os exames de rotina mínimos, que enumeramos em seguida: pesquisa de microalbuminúria (amostra ocasional), creatinina sérica e ionograma, glicemia – idealmente em jejum, perfil lipídico - preferencialmente em jejum por causa dos triglicéridos e eletrocardiograma.

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Um erro fundamental cometido no tratamento moderno da hipertensão arterial é o da não avaliação e consequente atuação com base no risco global, nomeadamente através da aplicação dos scores de avaliação do risco europeu ou norte-americano.

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Não dar a devida ênfase à melhoria do estilo de vida. Medidas como a cessação tabágica, o aumento da atividade física, a adoção de uma alimentação saudável e o controlo do peso, são fundamentais para a redução do risco cardiovascular.

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Não utilizar com mais frequência as combinações fixas, tendo presente que, como salientam as orientações clínicas europeias, o controlo efetivo da tensão arterial só é conseguido, na vasta maioria dos doentes, com a combinação de pelo menos dois fármacos, sempre que possível empregues em combinação fixa para aumentar a adesão à terapêutica. A escolha dos fármacos deve recair prioritariamente em combinações contendo um modulador do sistema renina – angiotensina – aldosterona.

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Não mudar da estratégia de quanto mais baixo melhor para a estratégia quanto mais cedo melhor como é comprovado por vários estudos, nomeadamente o Value.

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Também não devemos continuar a usar bloqueadores da velha geração, que vários estudos mostraram não serem as melhores escolhas, sem que isso signifique a exclusão dos novos bloqueadores beta, que têm indicações e benefícios bem comprovados.

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Não tratar os muito idosos, apesar dos benefícios demonstrados pelo estudo Hyvet e não se satisfazer com valores tensionais mais moderados no caso dos idosos e ainda dos doentes com patologia renal, doença cardiovascular ou diabetes. De facto, nomeadamente os ensaios clínicos de eventos, só avaliaram idosos com valores de admissão PAS> 160 mmHg e em nenhum ensaio em que se atingiram valores PAS média <140 mmHg se observou benefício.

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Considera-se hoje que os valores tensionais alvo a atingir devem ser de <140/90 mmHg nos hipertensos não complicados; <140/90 e> 130/80 nos portadores de doença cardiovascular, patologia renal ou diabetes. Nos idosos os valores ideais a atingir devem andar na ordem dos 150/90, logo valores um pouco mais elevados do que os estabelecidos em orientações clínicas anteriores. Procurando evitar os dez erros mais frequentemente cometidos na prática clínica, que acabamos de elencar, vamos certamente melhorar a nossa atuação profissional e a qualidade de vida e o prognóstico dos nossos doentes.

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