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Nutrição
GFS - Itens filtrados por data: novembro 2015

O que é a Apneia do Sono (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono)?

O Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é um problema respiratório que se manifesta durante o sono, no qual ocorre a interrupção completa ou a diminuição significativa do fluxo de ar na via aérea, de forma intermitente e repetida. O número de paragens respiratórias pode ascender a várias dezenas por hora de sono, frequentemente cada uma durando mais de 30 segundos.

Porque motivo ocorrem paragens respiratórias na Apneia do Sono?

As paragens respiratórias durante o sono acontecem porque a via aérea superior colapsa de forma intermitente ou seja, fica obstruída. Este colapso da via aérea pode ter várias causas mas claramente que a obesidade e as características craniofaciais desempenham um papel muito importante.

A Apneia do Sono é um problema de saúde frequente? 

O Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é uma das doenças respiratórias crónicas mais frequentes no adulto, estimando-se que afete 4% dos homens e 2% das mulheres. Atinge sobretudo as pessoas com mais de 40 anos e os obesos, tornando-se mais frequente com o avançar da idade. Muitos Doentes com Apneia do Sono permanecem ainda por diagnosticar. Aconselhe-se com o seu Médico!

Quais os riscos que corre o Doente com Apneia do Sono?

A Apneia do Sono não tratada tem consequências perigosas para a saúde. A ocorrência das paragens respiratórias prejudica a oxigenação do organismo e o sono, que é repetidamente interrompido, torna-se não reparador. A Apneia do Sono associa-se a um risco aumentado de Hipertensão Arterial, de arritmias,de Enfarte Agudo do Miocárdio, de Acidente Vascular Cerebral e de alterações metabólicas. A inexistência de um sono nocturno reparador causa sonolência durante o dia e aumenta o risco de acidentes de viação e de trabalho, causados pelo adormecimento durante estas actividades.

Como posso distinguir a sonolência da Apneia do Sono de um cansaço intenso?

O ritmo dos estilos de vida modernos é acelerado, exigindo-se muitas horas de trabalho intenso e a execução de numerosas atividades pessoais e profissionais, todos os dias! Muitas vezes as exigências do dia-a-dia são cumpridas com prejuízo das horas de sono aconselhadas para uma vida saudável. Nestes casos, pode surgir sonolência durante o dia.

Um dos principais sintomas da Apneia do Sono também é a sonolência durante o dia. Contudo, neste caso, pode acontecer o adormecimento em situações inapropriadas ou constrangedoras, como à hora da refeição ou durante uma conversa. Acresce ainda a ocorrência de outras queixas associadas, como um ressonar intenso e vibrante durante o sono, a disfunção sexual, a ansiedade, a depressão, a irritabilidade e a deterioração da memória e da concentração.

 Como se faz o diagnóstico da Apneia do Sono?

 A procura de um Profissional de Saúde é essencial para que seja efectuada uma avaliação clínica detalhada. Aconselhe-se com o seu Médico!

O “Companheiro de Sono” também deve comparecer na consulta, porque pode testemunhar e descrever as alterações que ocorrem durante o sono, como por exemplo, a impressão de existência de paragens respiratórias.

O diagnóstico do Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é efectuado através de um estudo do Sono, que é um exame simples e não doloroso. Esse exame pode ser realizado, de acordo com as circunstâncias, em casa ou num laboratório, neste último caso com a presença de um técnico especializado. Durante o exame, o sono é monitorizado e as paragens respiratórias e outras alterações podem ser detectadas e quantificadas.

Como se trata a Apneia do Sono?

A apneia do Sono trata-se, convencionalmente, com um ventilador, que é um equipamento discreto e pouco incomodativo, que se liga a uma vulgar tomada elétrica. O ventilador gera um fluxo de ar, que é administrado pelo nariz e/ou pela boca através de uma máscara confortável e que vai contrariar o colapso da via aérea, mantendo uma respiração eficaz durante toda a noite.

Publicado em Pneumologia
sábado, 21 novembro 2015 00:00

Espirometria

1 - O que é a espirometria?  

O estudo funcional respiratório é um instrumento fundamental na avaliação e caracterização de várias doenças respiratórias. A espirometria representa o componente inicial do estudo funcional respiratório, consistindo na medida do ar que entra e sai dos pulmões.

A palavra espirometria vem do latim. Spirare= respirar + metrum= medida

Trata-se de um exame não invasivo e indolor.

2- O que acontece durante o exame?

O técnico de cardiopneumologia que realiza o exame coloca-lhe uma mola no nariz e solicita-lhe que faça manobras como “encher o peito de ar completamente e depois soprar rapidamente e com força para um bucal”, prolongando o máximo possível.O espirómetro mede, então, o volume de ar a que foi expelido e a velocidade a que isso ocorreu. Em determinados casos, pode ser necessário administrar um medicamento por via inalatória e avaliar a sua resposta através da realização de nova espirometria.

3- Quais as principais indicações para a realização de espirometria?

As provas de função respiratória, em particular a espirometria, são úteis para o diagnóstico de várias doenças respiratórias. A espirometria é pedida para:

  • Determinar a causa de sintomas respiratórios (tosse, cansaço, falta de ar);
  • Diagnosticar algumas doenças respiratórias, tais como a asma ou a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
  • Fazer o acompanhamento de doenças pulmonares já diagnosticadas;
  • Monitorização de resposta a tratamentos;
  • Avaliação de risco operatório;
  • Avaliação de pessoas com fatores de risco para doença respiratória, nomeadamente o tabagismo;
  • Avaliação do estado de saúde antes do início de programas de actividade física.

Existem contra indicações para a realização do exame?

Sim. Podem ser absolutas, como a recusa do utente, ou relativas:

  • Cirurgia ocular recente;
  • Cirurgia torácica ou abdominal recentes;
  • Aneurisma torácico, abdominal ou cerebral;
  • Instabilidade cardiovascular, enfarte agudo do miocárdio ou tromboembolismo pulmonar recentes (<3 meses);  
  • Hemoptises ou emissão de sangue com a tosse;  
  • Tuberculose activa;  
  • Pneumotórax não tratado;  
  • Incapacidade de compreender as instruções.

4- Quais as recomendações para quem realiza o exame?

  • Se tiver febre, tosse de novo ou agravamento da sua tosse habitual deve contactar a GFS antes de vir;
  • Pode fazer uma refeição ligeira antes da realização do exame (não comparecer em jejum);
  • Não fazer medicação broncodilatadora (inaladores/”bombas”) nas 24 horas antes do exame;
  • Não fumar no dia do exame, preferencialmente nas 24 horas antes;
  • Não ingerir derivados da cafeína (café, cá, coca-cola etc.) no dia do exame).
Publicado em Pneumologia

Como se propagam as infeções respiratórias?

Uma parte significativa das infeções respiratórias, incluindo a gripe, são causadas por vírus e são muito contagiosas, passando de pessoa para pessoa maioritariamente através de gotículas respiratórias contaminadas, que eliminamos quando tossimos, espirramos ou falamos. Contudo, o contágio também pode ocorrer quando tocamos em superfícies e objectos contaminados.

O que posso fazer para me proteger das infeções respiratórias?

Existem medidas gerais que se revestem de grande valor para a nossa protecção e para a protecção dos que nos rodeiam:

  • Evitar o contacto próximo com pessoas doentes, incluindo beijar e abraçar
  • Utilizar as regras de etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz com um lenço enquanto se tosse ou espirra, devendo o mesmo ser descartado em seguida
  • Lavar as mãos ao longo do dia com água e sabão ou, se indisponíveis, utilizar uma solução apropriada de base alcoólica
  • Evitar tocar com as mãos na boca, no nariz e nos olhos

Os bons hábitos de saúde tornam o nosso organismo mais resistente: dormir 8 horas por noite, praticar exercício físico regular, beber muitos líquidos e ter uma alimentação cuidada.

Devem evitar-se exposições desnecessárias ao frio, as quais podem aumentar a suscetibilidade às infeções respiratórias. A utilização de um agasalho adequado à estação do ano, de um lenço, de um cachecol ou de um chapéu podem fazer a diferença.

Existem vacinas para me ajudar a proteger contra as infeções respiratórias?

Sim, é verdade, existem vacinas e outro tipo de medicamentos que podem ajudar na prevenção das infecções respiratórias. Encontram-se disponíveis:

  • Vacina contra a gripe
  • Vacina contra a pneumonia
  • Imunoestimuladores

Aconselhe-se com o seu Médico!

Quem deve ser vacinado contra a gripe?

A gripe é uma doença que pode tornar-se grave, levando à hospitalização e até à morte.

Em Portugal aconselha-se fortemente a vacinação dos subgrupos da população que são mais vulneráveis:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos
  • Grávidas
  • Pessoas com doenças crónicas, por exemplo: doenças pulmonares, cardíacas, renais, hepáticas, diabéticos e doentes com o sistema imunitário fragilizado (imunodeprimidos)

Também é aconselhada a vacinação dos profissionais de saúde e dos cuidadores e conviventes de pessoas de risco.

Porque temos de nos vacinar contra a gripe todos os anos?

A vacinação deve ser efetuada todos os anos a partir de Outubro e, preferencialmente, até ao fim de Dezembro. Isto acontece porque a vacina é diferente em cada ano, tendo sido preparada através da previsão dos vírus que mais provavelmente estarão em circulação.

A vacina contra a gripe é segura?

Há várias décadas que milhões de pessoas são vacinadas contra a gripe em segurança. Existem muito poucas situações em que a vacinação não pode ser realizada. Aconselhe-se com o seu Médico!

A vacina contra a gripe é realmente eficaz?

A eficácia da vacina pode variar. No entanto, sabe-se que as pessoas vacinadas têm menor probabilidade de adoecer com gripe e que mesmo que desenvolvam a doença, os sintomas tendem a ser mais ligeiros.

É importante lembrar que existem vários vírus respiratórios que causam sintomas parecidos com a gripe e para os quais a vacina contra a gripe não confere protecção.

Posso adoecer com gripe por ter sido vacinado?

Não é possível que a vacinação contra a gripe provoque a doença.

Depois da administração da vacina podem surgir alguns efeitos colaterais, entre eles febre baixa e dores no corpo, que não devem ser confundidos com sintomas da gripe.

Depois da vacina o organismo necessita de alguns dias para preparar as suas defesas contra a gripe, pelo que não há proteção contra um contágio que ocorra nessa altura.

Quem deve ser vacinado contra a pneumonia?

Em Portugal aconselha-se a vacinação a:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos
  • Pessoas com doenças crónicas, por exemplo: doenças respiratórias, cardíacas, hepáticas, renais, diabéticos e doentes com o sistema imunitário fragilizado (imunodeprimidos)
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